Número 20, Dezembro 2003 - janeiro 2004.
ESTRATÉGIAS, CONHECIMENTOS E INOVAÇÃO>>Versão em portuguê
 
         
 
 

Espaço de debate:

Fontes tecnológicas para a inovação. Alguns dados da indústria espanhola

Geralmente os estudos sobre inovação tecnológica centram-se na análise dos gastos em i+d. este trabalho apresenta uma análise exploratória da influência que tem a i+d sobre a geração de inovações por parte de empresas industriais espanholas. também aborda a relação de complementaridade entre as distintas fontes de inovação que são amplamente reconhecidas pela literatura: projectos de i+d, subcontratação e licenças, assim como cooperação de âmbito tecnológico. os resultados indicam que todas as fontes tecnológicas complementam e reforçam as outras de maneira significativa, mas a estratégia mais frequente seguida pelas empresas espanholas consiste em complementar as fontes externas com internas e a i+d (interna e externa) com cooperação. outra evidência que mostram os dados é que o emprego das distintas fontes de inovação aumenta a probabilidade de gerar novos produtos e processos, e a probabilidade é maior quanto maior seja o número de fontes utilizadas pela empresa.

López Mielgo, N
Montes Peón, J. M.
Vázquez Ordás, C. J.


A medição do desempenho perante a inovação mediante o uso de indicadores e macro-indicadores

Os diagnósticos de inovação tratam de se aproximarem ao comportamento empresarial perante diferentes aspectos da inovação. Este trabalho oferece uma metodologia de medição a partir dos resultados de um diagnóstico de inovação realizado sobre uma amostra de empresas valencianas pertencentes ao sector de iluminação. Propõe-se uma agregação a dois níveis. Em primeiro lugar, as variáveis originais resumem-se numa serie de indicadores, os quais, por sua vez, se agrupam novamente de forma consistente até obtermos 3 macro-indicadores que nos informam sobre a estratégia de inovação, os resultados da sua actividade de inovação e a propensão à colaboração tecnológica com outros agentes.

Isidre March Chordà

Bases conceptuais para a Gestão do Conhecimento nas Organizações

Este artigo faz uma revisão das principais propostas teóricas sobre criação de conhecimento e aprendizagem organizacional. Daí, extraem-se os alicerces sobre que deveria basear-se uma aproximação teórica descritiva de carácter geral a este fenómeno, que demonstrou ter uma importância excepcional para a Gestão de Empresas nos últimos anos.

Gregorio Martín de Castro
Pedro López Sáez


Sala aberta:

O empréstimo participado: Uma alternativa ao financiamento das PMES inovadoras

Uma das habituais limitações do desenvolvimento de iniciativas empresariais inovadoras é a carência de recursos financeiros a longo prazo. O objectivo deste artigo é o de dar a conhecer as características da figura do Empréstimo Participado, como complemento ou alternativa ao capital de risco para o financiamento das pequenas e médias empresas inovadoras.

Luengo Lázaro, R.

Sexto Programa Quadro de I+D: As iniciativas Civitas II e Concerto

O Livro Verde “Para uma Estratégia Europeia de segurança do abastecimento energético” e o Livro Branco “A Política Europeia de Transportes face a 2010: Na hora da verdade” são os pilares onde se apoiam as políticas comunitárias de Transporte e Energia. A este respeito, o artigo apresenta e desenvolve as iniciativas Civitas II e Concerto. A primeira, orientada ao transporte urbano limpo e, a segunda, às energias renováveis.

Raquel Andino


Investigação:

Relações entre estratégia e ciclo de vida da empresa.

A relação que existe entre o tipo de estratégia que as organizações implantam e a fase do ciclo de vida onde se encontram tem sido escassamente analisada pela literatura. Contudo, cada dia as empresas quando têm de tomar decisões têm em conta estas duas variáveis numa tentativa de ter êxito na sua empresa. O objectivo desta investigação é o de analisar como o tipo de estratégia escolhido é determinado pelo ciclo de vida onde se encontra a organização. Os resultados organizacionais aparecerão melhorados à medida que as organizações vão ajustando o tipo de estratégia à fase do ciclo de vida por que passa a sua empresa.

Matilde García Pérez
Ramón Sabater Sánchez