Número 23, maio-Junho 2004.
GESTÃO DA INOVAÇÃO E DA TECNOLOGIA>>Versão em português
 
          
 
 

Espaço de debate:

Uma introdução à gestão de riscos tecnológicos

Todas as actuações relacionadas com a tecnologia duma organização devem planificar-se com tempo. Em momentos cruciais aparecem sob a forma dum Plano Tecnológico, o que implica a identificação e acompanhamento sequencial das actividades, a imputação de recursos humanos, o emprego de recursos materiais, as necessárias imputações económicas e os métodos de controlo do progresso das actividades. A planificação realiza-se supondo que tudo vai suceder de acordo com o que se tem pensado e valorizado. Não obstante, durante o lançamento de qualquer actuação relacionada com a tecnologia podem surgir acontecimentos indesejáveis na planificação inicial de actividades. Este artigo tem como finalidade contribuir para o incremento do sucesso destes projectos através de adequada gestão dos riscos e a aplicação de planos de contingência.

Antonio Hidalgo Nuchera

Fomento da cooperação em inovação, eficácia e aprendizagem: os resultados da Pesquisa -IAIF/FECYT.

A teoria moderna da mudança tecnológica sublinha a importância da interacção entre os agentes do sistema de inovação para a dinâmica económica. Apesar do amplo número de políticas e programas públicos que se desenvolveram nos últimos anos para a promoção e fomento das sinergias de cooperação entre os distintos agentes do sistema, em muito poucas ocasiões foram avaliados de forma exaustiva. Por esta razão, o presente trabalho - baseado na pesquisa IAIF/FECYT- pretende avaliar - para o caso espanhol - se as políticas de fomento, a política tecnológica conseguiram uma melhoria da articulação do sistema de inovação, com o fortalecimento da interacção e colaboração dos agentes inovadores. A conclusão final, baseada em sete indicadores analisados de forma conjunta, é que na realidade apenas se aumenta a cooperação devido às ajudas

Joost Heijs
Patricia Valades
Javier Saiz Briones

Modelo de inovação e benchmarking de empresas inovadoras.

O artigo parte do modelo de Inovação do autor sintetizado no capítulo primeiro de “Na Espiral da Inovação” (2004). As suas variáveis chave e as suas inter-relações configuram um espaço sobre o qual se forja um modelo de benchmarking de empresas inovadoras espanholas, a partir das variáveis estruturais ou críticas do modelo: Cliente, Qualidade, Comunicação, Projecto, Conhecimento, Tecnologia e Estilo Dirigente. Respectivamente, MRW, Irizar, Ingenio, Inditex, eHuman@ e Aldebaran Innovation, Pharma-Mar e Tecasa, são as empresas seleccionadas. Através das suas experiências vamos vislumbrando não só as suas experiências, interessantes e facilmente imitáveis, mas ainda a sua geo-inovação, a localização geográfica e sua potencialidade inovadora. Modelo de Inovação, Experiências de empresas inovadoras e espaço geográfico, juntam-se numa abordagem inovadora do benchmarking.

Dr. Roberto Carballo


Sala aberta:

O fenómeno tecnológico e o seu estudo no pensamento estratégico.

O objectivo deste trabalho é o de analisar o tratamento que tem tido o fenómeno tecnológico nos principais ensaios que se têm vindo a fazer nas últimas décadas, o pensamento estratégico. Relacionando as diferentes abordagens estratégicas com as abordagens económicas subjacentes a eles, desenvolve-se um caminho a partir dos trabalhos oriundos dos seminários na área da Estratégia, da Economia Industrial, da Economia das Organizações, da Perspectiva Evolucionista até às abordagens integradoras de recursos, capacidades e conhecimento. Em cada teoria analisaram-se tanto as suas principias contribuições para o estudo da tecnologia como as dúvidas levantadas. Da sua revisão pode-se concluir que cada uma contribui com elementos complementares para o estudo da gestão da tecnologia na empresa, não se podendo confirmar a superioridade absoluta de umas abordagens sobre outras.

Fernando E. García Muiña
José Emilio Navas López

As actividades de I+D+i e o Imposto sobre as Sociedades nas Entidades sem Fins Lucrativos

Os riscos económicos associados à investigação podem produzir certas reservas entre os investidores privados, situação que se vê acentuada quando se tratam de novas empresas ou PMES, que têm que fazer face a outras responsabilidades financeiras imediatas. Este é um dos motivos que justifica a intervenção do Sector Público no estímulo e apoio das actividades de investigação e desenvolvimento e inovação tecnológica.

Isabel Méndez Terroso

A Comissão Europeia propõe a criação de um Tribunal sobre as Patentes Comunitárias

Há uns meses a Comissão Europeia apresentou as suas propostas para a criação de um tribunal europeu de patentes. O Tribunal de Patentes Comunitárias é uma solução inovadora dirigida a solucionar certos litígios derivados das patentes comunitárias, as quais garantirão uma maior segurança jurídica ao titular de uma patente e pressuporá um estímulo às actividades de investigação e desenvolvimento (I+D) de inventores, centros públicos de investigação e empresas no âmbito comunitário.

Araceli Blanco Jiménez



A I+D em números:

Primeiros resultados do Sexto Programa Quadro. Sétima área temática prioritária: Cidadãos e governo numa sociedade baseada no conhecimento

O objectivo das actividades neste campo são de mobilizar um esforço coerente da capacidade europeia de investigação, com toda a sua riqueza e diversidade, em ciências económicas, políticas, sociais e humanas, que é necessária para lograr a compreensão e o controlo dos problemas ligados ao surgimento da sociedade do conhecimento e as novas formas de relação, por uma parte, entre os cidadãos e, por outra, entre estes e as instituições.

Raquel Andino


eGovernment: A experiência de Intelcities

O Conselho Europeu celebrou uma sessão especial nos dias 23 e 24 de Março de 2000 em Lisboa para fixar um novo objectivo estratégico da União com a finalidade de reforçar o emprego, a reforma económica e a coesão social como parte de uma economia baseada no conhecimento.

Raquel Andino