Número 28, março 2005
CONHECIMENTO E CRIATIVIDADE>>Versão em português
 
          
 
 

Espaço de debate:

As descobertas mundiais de Biopolímetros através
dos resultados da Vigilância Tecnológica

Muitos das descobertas que oferece a Vigilância Tecnológica às equipas de investigadores são o resultado do processamento das informações técnicas existentes nas bases de dados dos gabinetes de patentes dos principais blocos económicos.
Técnicas de análise como a concorrência entre instituições e áreas tecnológicas permitem obter um claro perfil das especializações de um potencial competidor ou um possível sócio. A análise da concorrência entre áreas tecnológicas permite identificar os chamados cluster tecnológicos, ou a análise através dos anos de áreas tecnológicas permite também, detectar conceitos emergentes, fortalecimento ou enfraquecimento de determinadas linhas temáticas.
Neste trabalho apresentam-se os resultados obtidos para Biopolímetros, produto das análises antes descritas, utilizando além disso das áreas tecnológicas o conceito de multitermos , seleccionados dos títulos dos documentos de patentes.

Pere Escorsa Castells
Ivette Ortiz Montenegro
Elicet Cruz Jiménez
Jordi Guixé Simón
Yamilaydis Benitez Nieto

Competitividade e Sistemas de Inovação

Um sistema regional de inovação deve servir para analisar a adaptação dos territórios às novas situações tecnológicas e industriais e tem que ser um instrumento para planificar, dinamizar e tornar competitivos os territórios através da interacção, mobilização e regulação de agentes, recursos, e infra-estruturas. Por outra parte, importa distinguir entre os imputes ou medidas políticas que levam a cabo os agentes e administrações e os outputes do sistema que são objectivos a alcançar. Assim, um sistema de inovação competitivo é aquele que mostra aptidões para conseguir êxitos que garantam uma melhoria do nível de vida da sociedade.

Julio César Ondategui
Jose Luis Belinchón


Sala aberta:

As organizações virtuais face aos sistemas tradicionais de coordenação da actividade económica

Os desenvolvimentos das tecnologias da informação das comunicações, assim como a maior hostilidade do meio envolvente competitivo, influenciaram notavelmente na concepção dos processos organizativos actuais. Esta situação provocou que às empresas se encarem a idoneidade de externalizar, em maior ou menor medida, diferentes processos, o que conduz a um fenómeno conhecido como virtualização dos sistemas produtivos. Este encontra suporte nas principias teorias vinculadas com a Gestão Estratégica da empresa.
Contudo, o tratamento que recebeu na literatura este tipo de organizações tem sido muito heterogéneo. Não obstante, apesar de que não existe unanimidade na definição, classificação e caracterização dos sistemas virtuais, na prática a totalidade de propostas justificam os benefícios potenciais desta alternativa de produção.
Neste trabalho testam-se os principais contributos prévios ao conceito e caracterização das organizações virtuais. A partir dele apresentamos uma definição integradora, e abordamos a análise das suas principais características, determinantes dos seus benefícios potenciais desde um ponto de visto estratégico. Além disso, analisamos as variáveis que explicam o grau de virtualidade das redes. Finalmente, apresentam-se as principais vantagens competitivas que derivam desta forma de organizar a actividade económica, tanto para o sistema virtual globalmente considerado como para os distintos agentes participantes.

Eva Pelechano Barahona
Fernando E. García Muiña
Isabel Soriano Pinar

O Capital Intelectual como diferença entre os activos e os passivos intangíveis

A maior parte dos autores coincidem em identificar directamente o conceito capital intelectual com os activos intangíveis da empresa. Contudo, sob o nosso ponto de vista e sendo fieis ao conceito contabilistico, propomos que o capital intelectual se calcule como a diferença entre os activos intangíveis de que se dispõe e os passivos intangíveis que deve suportar. Desta maneira, poder-se-á elaborar um Balanço Intelectual onde, por cada tipo de Capital considerado, apareçam os seus Activos Intangíveis, no Activo, e os seus Passivos Intangíveis, no Passivo. Desta forma, se os primeiros forem superiores aos segundos, o Capital intelectual será positivo e irá, para se equilibrarem as parcelas, para a Situação Liquida. Se, pelo contrário, os Passivos Intangíveis superam os Activos Intangíveis, a empresa terá um Capital intelectual deficitário e deverá situá-lo na Situação Liquida com sinal negativo.

José Miguel Rodríguez Antón

ENCLAVE de Conhecimento . A nova Organização empresarial

A rápida evolução das últimas décadas, tem possibilitado, graças a uma nova forma de pensar e compreender a realidade contextual do novo século.
O Conhecimento sempre tem estado ligado ao instinto de sobrevivência e superação do homem. Identificar o ciclo de conhecimento, como se transforma em Vantagens Competitivas, como estas mais tarde se transformam em Comparativas e finalmente o seu desaparecimento. Isto permitirá entender a Gestão do Conhecimento como uma estratégia em si mesma, baseada na soma dos contributos de conhecimento, experiências e capacidade de aprender das suas equipas profissionais, para gerar valor competitivo permanente:
Há muito tempo que os mercados inspirados no modelo clássico da Concorrência Perfeita, de produtos quase homogéneos tendem a desaparecer. A Gestão do Conhecimento, procura na singularidade dos contributos dos profissionais, uma identidade diferenciadora, conquistando e enriquecendo novas dimensões longas e estreitas da cadeia de valor da organização.

Alberto G.Valencia