Issue 40, janeiro-fevereiro 2007
I+D e Competitividade >>Versão em português
 
         
 
 

Tribune de dèbat:

Um modelo para inovar

O objectivo deste trabalho é o de apresentar uma síntese do modelo de inovação que venho a trabalhar desde há muitos anos. É um modelo original que se movimenta em coordenadas similares ao decurso do tempo. O modelo explica as chaves estratégicas da inovação e conduziu ao desenvolvimento de uma metodologia para a inovação, que se relaciona e cria possíveis cenários e espaços inovadores em empresas e organizações.

Roberto Carballo
Universidad Complutense de Madrid


Medição e difusão do capital intelectual nas pequenas e médias empresas: um caminho para incrementar a I+D. Recomendações da União Europeia

Dado que o conhecimento é o factor de produção chave, a sua gestão e medição convertem-se em elementos essenciais para conseguir transformar saberes em inovações. Ao longo da última década verificou-se um interesse crescente pelo estabelecimento de modelos que permitam medir e gerir melhor esse conhecimento, entre os quais se destacam aqueles que desenvolvem a noção de capital intelectual. A Comissão Europeia, em Dezembro de 2004, criou um grupo de especialistas com o objectivo de propor medidas para estimular a gestão e difusão da informação do capital intelectual por parte das PMES intensivas em investigação. A hipótese básica é que o capital intelectual é o “condutor invisível” numa economia baseada no conhecimento, e que este capital intelectual não aparece na informação tradicional que as empresas divulgam e, portanto, não jogam apenas um papel nos processos de tomada de decisões de I+D. Se se consegue uma maior transparência no processo de identificação e difusão do mesmo, as relações entre empresas e potenciais investidores podem melhorar, aumentando assim o financiamento disponível para as I+D e a inovação. O objectivo deste artigo é, primeiro, apresentar alguns dos acontecimentos recentes e fazer referência às bases teóricas e empíricas onde se apoiam as recomendações dos organismos internacionais e, segundo, apresentar os argumentos do documento, denominado RICARDIS (Reporting Intelectual Capital to Augment Research, Development and Innovation in SMES), resultado das actividades desse grupo de especialistas e explicar as recomendações políticas obtidas no mesmo.

M. Paloma Sánchez
Catedrática de Economía Aplicada
Universidad Autónoma de Madrid



Madrid: cidade, tecnopolo e região do conhecimento

Devido à importância que adquirem a ciência e a tecnologia para o desenvolvimento das nossas regiões e cidades, este documento reflecte na promoção de parques científicos e infra-estruturas de investigação e inovação que a região de Madrid tem planeada.
Partindo das capacidades, competências potenciais em ciência e tecnologia que em Madrid já existem, apresenta-se uma estratégia apoiada numa gestão com estruturas organizativas actualizadas que terão funcionar sincronizadas para transferir, transmitir impulsionar, abrir, e consolidar processos fortes de inovação. Universidades, empresas e centros de investigação que terão de estreitar laços com a administração para gerar uma rede organizada capaz de proporcionar desenvolvimento, bem-estar e qualidade de vida.

Julio César Ondategui
Consejería de Educación, Madrid


Relatório crítico sobre a inovação tecnológica na economia espanhola: abrir a “caixa negra”

O ponto de partida que se utiliza neste relatório é o da análise económica da inovação que põe em primeiro plano a relação entre a inovação e a dinâmica e competitividade da economia espanhola. Ainda que este trabalho centra a sua atenção nos aspectos da inovação tecnológica, deve ser salientado que a sua análise, isolado dos factores económicos, pode conduzir a conclusões erradas ou pior ainda, a recomendações de política falidas, se não contraproducentes.

José Molero
Grupo de Investigación en Economía y Política de Innovación (GRINEI)
Instituto Complutense de Estudios Internacionales
Departamento de Economía Aplicada II
Universidad Complutense de Madrid


Portes Ouvertes:

UNICE analisa o Plano de Inovação da Comissão Europeia

No início de Dezembro do passado ano de 2006, UNICE (União das Indústrias da Comunidade Europeia) a Organização Empresarial que agrupa o conjunto das organizações patronais dos países que fazem parte da União Europeia, publicou uma análise sobre os 10 pontos da Acção Prioritária do Plano de Inovação da Comissão Europeia.

Daniel de la Sota Rius
Director del Departamento de Innovación y Nuevas Tecnologías
CEIM Confederación Empresarial de Madrid-CEOE