Número 45, novembro-dezembro 2007
SOBRE O VALOR DA INOVAÇÃO>>Versão em português
 
         
 
 

Espaço de debate:

Ciência e Estado de direito

Ciência e Direito são as duas línguas sobre as quais se construiu a sociedade moderna. O homem serviu-se delas, mais de que nenhuma outra, para projectar sobre a natureza e a sociedade, suas pretensões de ordem e racionalidade.

Alfonso González Hermoso de Mendoza
Universidad Rey Juan Carlos


Madrid, uma Região de Conhecimento e um Tecnopolo na Europa

Com uma visão em progresso e o modelo económico baseado no conhecimento e na tecnologia, a região de Madrid está a trabalhar com dois vectores tratados neste trabalho “o motor da inovação e “as comunidades urbanas centradas na ciência e na tecnologia”. Na estratégia de desenvolvimento regional encontrámos uma alta concentração de centros de investigação que estão sendo reforçados por novos instrumentos e infra-estruturas de apoio à inovação. Madrid está a desenvolver uma rede de 8 parques científicos e tecnológicos desenhados pelo Governo e pelas Universidades que, ao mesmo tempo, são complementados por um programa de criação de 10 institutos de investigação avançada.

Julio César Ondategui
Consejería de Educación, Madrid

Desenvolvimento Produtivo Local: uma praxis do Instituto de Assessoria para o Desenvolvimento Humano (IADH)

Este artigo pretende discernir sobre um dos temas estudados e trabalhados no Instituto de Assessoria para o Desenvolvimento Humano (IADH): o Desenvolvimento Produtivo Local.
Interessa aqui, acima de tudo, expor a experiência dos profissionais do Instituto IADH em territórios menos dinâmicos, nos quais se visa a inclusão social através do desenvolvimento produtivo, aliado a um acumulado teórico alcançado ao longo dos anos. Duas linhas de debate serão apresentadas. A primeira faz referência aos limites e possibilidades de inserção mais favoráveis dos segmentos mais pobres dos mercados. Contempla a compreensão das causas múltiplas e sistémicas da pobreza e de como estas pessoas já se relacionam com os mercados para então apontar possibilidades para a sua inclusão.
A segunda utiliza a abordagem das Aglomerações Produtivas Locais e apresenta uma metodologia para a sua promoção, a partir de estados embrionários nos territórios. Mais que duas estratégias alternativas, são duas abordagens que se diferenciam apenas pelo seu ponto de partida para fins de análise, dado que ambos visam o fortalecimento da economia local com inclusão sócio produtiva.

Patrícia Paixão
Silvana Parente
Tania Zapata
Instituto de Asesoría para el Desarrollo Humano (IADH)


Sala aberta:


Gestão da Inovação na Costa Rica

Este artigo apresenta os resultados mais relevantes de um estudo de percepção sobre a gestão da inovação das organizações na Costa Rica onde participou o autor; suas origens, efeitos e obstáculos, as práticas e experiências em inovação, a participação, êxito e fracasso na gestão da inovação e os desafios em questões de gestão da inovação no quadro de uma economia baseada no conhecimento. Como orientação conceptual e metodológica utilizou-se o Manual de Oslo: Proposed Guidelines for Collecting and Interpreting Technological Innovation (Linhas de orientação para recolher e interpretar a inovação tecnológica), apresentado pela Organização para o Desenvolvimento e Cooperação Económica.

Juan C. Bermúdez Mora

Universidad Nacional

Inovação na Europa e América Latina: aprendizagem de ida e volta

Nas últimas décadas do século XX o conceito de inovação mudou de forma notável. Esta mudança está em consonância com a emergência de um paradigma produtivo onde as pequenas empresas, as redes empresariais e institucionais e os elementos de competitividade sistémica se convertem nas bases do desenvolvimento económico. Neste cenário têm importância as inovações referidas à organização dos sistemas produtivos territoriais, onde além dos recursos materiais, afloram elementos diferenciais associados à cultura e à identidade, que atribuem aos processos um marcado carácter social. A chegada do paradigma do desenvolvimento territorial à América Latina, na última década, deu lugar a uma abundância de experiências, fragmentada e díspar, mas que permite vislumbrar algumas características específicas, como a participação social, o valor das próprias experiências e a criação de sistemas originais. Na Europa os instrumentos de desenvolvimento foram padronizados pelas políticas da UE e os actores devem adaptar-se ao enquadramento proposto desde Bruxelas. Apesar disso, essa capacidade para construir desde a base as estratégias de desenvolvimento, representa uma novidade e uma oportunidade de melhorar a implicação dos actores, facilitar a integração em sociedades culturalmente complexas e melhorar a qualidade do desenvolvimento económico.

Omar de León Naveiro
Universidad Complutense de Madrid