Número 49, outubro 2008
PATENTES E TRANSFERÊNCIA DE TECNOLOGIA>>Versão em português
 
         
 
 

Espaço de debate:

Tendências na utilização dos direitos de Propriedade Intelectual e a participação universitária

Os dados do número de patentes internacionais pedidas por Espanha e Portugal, e os dados sobre a inovação do “European Innovation Scoreboard” mostram que a utilização de patentes e PI (propriedade intelectual) é baixo. Mas o crescimento anual é elevado. A participação das Universidades, medida em % do total, é elevada. Isto é consequência do trabalho das redes de PI e da transferência de tecnologia (Rede OTRI e GAPI/OTIC) mas também do baixo nível de protecção da PI na indústria. A relação entre indústria e universidades está a caminhar para o paradigma da “inovação aberta”. Algumas áreas, como a biotecnologia, estão fortemente baseadas na investigação e no empreendedorismo académico. Os pontos fortes e fracos da cultura de inovação dos dois países são apresentados nos dados da UE e na Rede OTRI, e permitem comparações internacionais e avaliação de tendências. São precisos mais dados sobre empresas “spin-off” e actividades de comercialização de tecnologia para avaliar as tendências e a tipologia de utilização da PI.

Nuno Lourenço
Clarke Modet & Cº

Luis sousa Lobo
UIED, FCT/UNL

Introdução à análise do impacto da patente comunitária na estrutura da procura de patentes na Europa

Na actualidade aproximadamente 56% dos pedidos de patentes europeias são pertença de solicitantes não residentes na União Europeia. Com a criação de uma patente comunitária muito barata e fácil de obter a proporção de pedidos procedentes de fora da UE poderia elevar-se a 75% ou mais. A confirmar-se isto, a indústria europeia seria afectada por uma autêntica invasão de patentes estrangeiras que poderia afectar de forma importante a competitividade das suas empresas. Relativamente a Espanha, os efeitos seriam ainda mais representativos considerando, proporcionalmente, a pequena capacidade para criar patentes da indústria espanhola.

Miguel Ángel Gutiérrez Carbajal
Director del Departamento de Patentes e Información Tecnológica
de la Oficina Española de Patentes y Marcas

As ajudas à extensão de patentes espanholas como mecanismo de apoio à internacionalização da tecnologia

Um factor importante na competitividade da economia de uma região ou de um país baseia-se na medida em que este seja capaz de estimular a inovação e o desenvolvimento tecnológico. As patentes constituem indicadores do output da organização e a sua análise fornece informação relevante sobre o conjunto do processo de inovação tecnológica tratando de apresentar uma visão global das capacidades tecnológicas disponíveis pela organização. Ainda que os estudos existentes procurem identificar em que medida esta inovação é de origem nacional ou transferida através de licenças de patentes, importações, imitações ou investimentos estrangeiros directos, também é importante conhecer em que medida as nossas organizações estão a desenvolver esforços para internacionalizar a tecnologia desenvolvida e protegida através de uma patente. Neste trabalho estudamos o impacto das ajudas que dá a “Oficina Española de Patentes y Marcas” para apoiar a extensão das patentes de origem nacional, através da análise de diferentes variáveis de carácter genérico (tipo de solicitante, localização geográfica, tamanho de empresa, CNAE e CIP), de carácter económico (custos ) e de qualidade (reivindicações afectadas).

Antonio Hidalgo Nuchera
ETS Ingenieros Industriales. Universidad Politécnica de Madrid

Gerardo Penas García
Oficina Española de Patentes y Marcas


Sala aberta:


Responsabilidade social empresarial, a nova face da aprendizagem organizacional

Os altos dirigentes têm o dever de tomar decisões estratégicas para orientar o rumo das entidades que dirigem, convertendo estasdecisões em ferramentas de adaptabilidade e melhora organizacional.
Pelo seu lado, cada uma das decisões e dos seus resultados, sejam êxitos ou fracassos, permitem aos dirigentes envolverem-se de forma consciente ou inconsciente, num processo de aprendizagem que se materializa na sus mudança de atitude. Quer dizer, a aprendizagem, entendido como o processo através do qual se integram conhecimentos, habilidades e atitudes para conseguir mudanças ou melhorias de conduta, é o resultado inevitável que obtêm os dirigentes depois de conduzirem processos de decisão.Este artigo descreve como se desenvolve a dita aprendizagem face à responsabilidade social empresarial (RSE) como ferramenta de legitimação social.

María Isabel Vélez Evans
Universidad Pontificia Bolivariana
Grupo de Investigación: Estudios Empresariales – Centro de Desarrollo Empresarial
UPB
Medellín, Colombia

Inovação na indústria automóvel

Desde a produção em massa de automóveis no início do século vinte até à fabricação e montagem modular e flexível de veículos nos dias de hoje a industria automóvel tem estado em constante evolução e, onde o esforço inovador, permanente, tem desempenhado um papel de primeira magnitude como motor e factor de melhoria no desenvolvimento de novos modelos e novos rendimentos.

Roberto Carsi Sister
Dr. Ciencias Económicas y Empresariales